terça-feira, 21 de abril de 2009

Da música ao mercado imobiliário como forma de sobrevivência



O varejo musical vem, claramente, perdendo sua força, e pode estar próximo da extinção. Prova disso, é o fechamento da maior loja de música dos Estados Unidos, a Virgin Megastore do Times Square, em Nova York.

Criada pelo empresário Richard Branson nos anos 70, a rede, presente em 5 países, foi vendida aos grupos de investimento Related Companies e Vornaldo Realty Trust há 2 anos. As especulações são de que as outras 5 lojas da rede que sobraram nos Estados Unidos encerrarão suas atividades até setembro deste ano.

Apesar de continuar lucrativa com a inserção de eletrônicos, como iPods, ao mix de produto, a empresa está ciente dos obstáculos que enfrentará no futuro, e, ao analisar a viabilidade do negócio para os próximos anos, constatou que alugar os pontos será muito mais rentável. No lugar da Virgin que acaba de ser fechada, será instalada uma loja da rede coreana de moda “low cost” Forever 21.

Nos últimos anos, o crescimento dos downloads digitais e as mudanças no mercado fonográfico já havia tirado outros grandes players do mercado: a HMV saiu dos EUA em 2004 e a Tower Records fechou suas portas em 2006.

Já dizia Charles Darwin: “só sobrevivem as espécies que evoluem para se adaptar ao ambiente”.

1 Comentário:

Laertio disse...

Comentando a sua citação de Darwin: a evolução da espécie não é premeditada - só acontece. As empresas tem chance de traçar a sua história.

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