sexta-feira, 12 de março de 2010

Opinião: Conceito para 2010 - Presença Digital

Felipe Morais*

Em minhas palestras pelo Brasil, 2 slides tem chamado muita atenção. O primeiro é o slide que mostro uma infinidade de logomarcas de centenas de Redes Sociais, onde além das redes conhecidas como YouTube, Orkut, Facebook, Twitter, ainda mostro comunidades que nem todos conhecem como Hi-5, Sonico, Ning, LastFM, Renkoo, Squidoo, Shozu, Bloop, Drimio, PageFlakes, Vimeo, Tail Rank entre outras.

Cada uma das redes tem as suas particularidades, ou como gosto de chamar seu “DNA” e cabe aos profissionais de web saber como cada usuário interage com elas. Não acredito que devemos conhecer todas, afinal, só nesse slide tem mais de 300 redes, mas é necessário conhecer as principais e entender onde o seu consumidor está e como interage nessa rede, assim, entender como fazer com que esse consumidor interaja, fale e se engaje com a sua marca.

Outro slide que chama muita atenção é quando eu abordo o tema presença digital, que na minha opinião será o grande assunto de 2010, afinal, quando falo desse termo, não fico apenas no assunto redes sociais, mas sim em vários pontos de contato que o usuário ou consumidor pode ter com as marcas no ambiente digital. Presença digital é pensar além do “www”, ou seja, além do site da marca.

Quando inicio um planejamento estratégico digital, sempre tenho o foco de pensar como será a presença digital da marca que estou trabalhando, penso que o site é apenas a ponta do iceberg e que o usuário está muito além do site, Google ou Orkut, o usuário está no iPhone, no MSN, em um game, slideshare, em um blog, mapa online e até mesmo no Formspring uma rede que está começando a crescer no Brasil e acredito será uma das febres de 2010.

Na seqüência desse artigo, darei alguns exemplos de presença digital, entretanto, vou deixar de lados as mais básicas e obrigatórias como Twitter, YouTube, Blogs, Orkut e Facebook, afinal, essas são Redes obrigatórias para qualquer marca e que podemos discutir sua utilização em outros artigos.

Presença digital é um termo que a web 2.0 potencializou para as marcas e que essas, através de suas agências e dos seus profissionais de planejamento devem saber como trabalhar. Presença digital é – falando no ambiente digital – estar onde o usuário está.

Se o seu usuário é um ávido jogador de game, você deve estar em um game. Em 2010, além dos tradicionais campeonatos (paulista, brasileiro, copa do Brasil, sulamericana, libertadores e mundial) é ano de Copa do Mundo, ou seja, investir sua marca em um game de futebol pode ser uma boa estratégia, porém, é interessante buscar games onde o jogador interaja coma sua marca, como por exemplo, a Coca-cola dando mais força ao jogador virtual ou a Nike dando um chute mais potente caso o usuário opte em usar uma Nike N90. Investir em uma ferramenta de alto poder de interação apenas com um banner acredito ser um desperdício de potencial, interação e por que não, de verba.

Na minha opinião, quando falamos de presença digital, Redes Sociais são a principal ferramenta para uma presença que faça a diferença; primeiro porque há diversas – como mencionei no começo do artigo – redes com diversas finalidades, segundo, porque o brasileiro é o povo mais apaixonado do mundo por essa ferramenta. Mas entenda, que principal não é a única!

O ser humano tem a necessidade de se relacionar e hoje em dia não é estranho quando em focus groups ouvimos que “meus amigos são aqueles que estão no meu Orkut ou MSN...” Recentemente o Ibope fez uma pesquisa que comprova isso (aqui)

Presença digital é pensar nas ferramentas que o usuário está e como a marca deve estar lá também. Um outro exemplo, é o software AroundMe do iPhone, um dos mais fantásticos que tenho e uso. Gratuito, o usuário pode estar na Avenida Paulista e querer saber onde tem uma agência do Banco Real. Ele abre o software e seleciona “Bank”. O software localiza sua posição via GPS e lhe mostra as agências próximas a você em um raio de até 10km. Você seleciona a mais próxima (o sistema lhe mostra quantos metros ou quilômetros você está de cada um dos pontos) e depois clica em Maps, onde ele vai te mostrar o caminho que você pode seguir.

Agora e se o usuário quiser comer um lanche ou buscar um restaurante por kilo? Ele pode selecionar “Restaurante” e localizar o mais próximo, e uma marca de restaurantes da Av. Paulista pode fazer uma ação nesse sistema ou até mesmo de Link Patrocinado, que o iPhone já permite.

Quer ver uma ação ainda melhor pelo iPhone? Veja o que o Bradesco fez usando iPhone, Realidade aumentada, localizador, GPS, mapas, vídeos e pensando em presença digital para a sua marca no Mobile:



Esse é um grande case de presença digital na minha opinião, pois as ações foram feitas no ambiente online sem a necessidade de um site ou rede social.

Com o surgimento das câmeras digitais, o brasileiro começou a tirar foto de tudo o que via pela frente. Sem a necessidade da revelação (revela-se apenas as realmente mais importantes) e com os memory cards cada vez mais poderosos, que conseguem armazenar mais de 1 mil fotos, os programas como Flickr e Picasa ganharam força, assim como os celulares com câmeras potentes, como os da Sony com mais de 8 megapixels! Os celulares Sony se posicionam como os que tem as melhores câmeras digitais, sim, o celular deixou (há tempos) de ser um simples aparelho para fazer e receber ligações.

O brasileiro gosta de compartilhar o que ele acha interessante, talvez, para muita gente (como eu e você amigo leitor) o churrasco do final de semana do “Zezinho da Vila Maria” não seja interessante, mas para os seus 30 amigos da rua e do escritório sim, e se nessas fotos aparecer o logotipo da Nova Schin? Ou se a Nova Schin proporcionar um espaço onde o Zezinho possa colocar suas fotos e enviar gratuitamente a seus amigos? E esse conceito eu levo para vídeos e não apenas o YouTube, como também o Vimeo e o Google Vídeos por exemplo... ou até o MySpace, Orkut, Facebook... são inúmeras ferramentas onde pode-se “brincar” com fotos e vídeos; isso sem falar dos softwares gratuitos que se pode baixar em sites como grátis.com.br ou baixaki.com.br que os usuários podem fazer montagens (edição de vídeo, apresentações, softwares similares ao photoshop, redutor de olhos vermelhos).

Será que uma marca não se interessa em unir em um mesmo site todas essas ferramentas para que o usuário ao invés de acessar 4,5 lugares encontre tudo em um só e a marca “patrocine” tudo isso? Será uma experiência agradável para o usuário que com certeza será repassada – tanto a marca como esse prazer – a outras pessoas, do seu convívio. Estão ai mais alguns pontos de contato do consumidor com a web, onde marcas podem explorar. As marcas devem estar atentas para esse compartilhamento do usuário, pois ele é adepto e quer compartilhar, por isso, o mega sucesso de Orkut, Facebook, YouTube...

Os buscadores são grandes armas para que o usuário localize marcas e produtos. Pesquisas mostram que 95% dos usuários usam buscadores e desses 90% usam o Google. Isso significa que uma marca tem que estar no Google, mas não apenas no Google, afinal, outros 10% usam o Yahoo! Bing, Ask.com; com a fusão do Yahoo! E Microsoft (que tem o Bing como seu buscador) existe uma tendência de que o Google perca mercado, por isso estar na busca natural e em Links Patrocinados em outros buscadores é uma estratégia de presença digital a ser muito considerada.

Amigo leitor, o que eu quis passar com esse artigo é que a 2010 será o ano da presença digital. Não é porque o Twitter é uma febre (em 2009 o número de usuários cresceu de 550 mil para 10 milhões), porque 67% dos cadastros no Orkut são brasileiros, porque 45 milhões de pessoas usam o MSN ou porque o YouTube e o Google tem seus maiores acessos no Brasil que as marcas e agências devem ficar “míopes” apenas para esses players, devem dedicar mais esforços a eles, claro, mas não apenas a eles. Existem, como mostrei várias outras ferramentas e players para a presença digital.

Devemos entender que há consumidores – mesmo que poucos – em uma comunidade do Portal Limão ou no Sonico por exemplo; assim entender que Redes Sociais são feitas por pessoas, logo se existem 50 potenciais consumidores de uma marca no Sonico, esse número pode pular para 250 se esses 50 enviarem alguma mensagem – com o patrocínio da marca – para apenas 5 amigos, ou 500 para 10 amigos; devemos analisar que 35% dos acessos a web via celular vem do iPhone e que o iPhone é um celular que permite que as pessoas baixem softwares exclusivos e relevantes, que as pessoas usam para jogos, para acesso a web, para localizar-se – e compartilham isso com sua rede de contatos, física e virtual!

Devemos entender que o brasileiro joga – e muito – games, e não apenas a “molecada”! Existem muitos homens e mulheres na casa dos 30 a 40 anos que jogam games seja via PC, Nintendo Wii, iPhone, Nokia N95...

Entender que o usuário, quando gosta de algo, compartilha e para isso há o Digg, Delicius, Twitter; a marca pode usar o Slideshare para que o usuário baixe um manual de instruções de um produto ou mesmo o catálogo da sua loja e estimular que o usuário compartilhe esse material na rede.

Enfim, há uma grande infinidade de softwares, programas e ferramentas para que os usuários possam usar, não há necessidade das marcas estarem em todos, mesmo que de graça em muitos deles, mas há necessidade de entender onde o seu consumidor está, como interagir com ele e de que forma; na presença digital existe uma “lei” importante:

Não basta estar no mundo digital, é preciso saber como estar!

Felipe Morais é especialista em planejamento estratégico digital. É publicitário, palestrante, professor, além de autor do livro Planejamento Estratégico Digital e do blog com o mesmo nome.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Por Dentro: OKIA - Tallin, Estônia





















quarta-feira, 10 de março de 2010

Seu novo emprego pode estar no Twitter



A última edição da revista Você S/A trouxe uma matéria bem interessante sobre um novo uso que as empresas tem feito do Twitter. Segundo a matéria, o site é hoje uma das melhores ferramentas para anunciar vagas de trabalho e medir em tempo real a resposta dos interessados. O site de recrutamento Elancers, por exemplo, já divulgou 2 237 vagas desde maio do ano passado, que resultaram em 3.139 processos seletivos e 29 contratações pelo Twitter.

De modo geral, diz a matéria, as consultorias encaram o Twitter mais como um meio de divulgação de vagas do que como ferramenta de seleção. Costumam, então, pedir às consultorias de recrutamento uma pesquisa mais aprofundada sobre os candidatos na etapa final da seleção. Nesse momento, para delinear o perfil do candidato, as redes sociais são acessadas como fonte complementar de informação. No entanto, nenhum candidato chegou a ser desclassificado pelas postagens que fez no Twitter, destaca.

Uma dica interessante que vi por lá foi a ferramenta TwitRes, que possibilita postar seu CV e divulgá-lo entre seus seguidores. Basta acessar o site, clicar em ‘Tweet Now’, inserir login e senha do Twitter e você será direcionado a uma janela para fazer a inserção do seu currículo. O site gera um link que será automaticamente espalhado para todos os seus seguidores.

Ao final, foi postada uma lista de perfis de empresas que divulgam vagas no Twitter. Vale a pena seguí-los. Vamos lá...

@CiadeTalentos - Oferece vagas para jovens profissionais, principalmente para trainees.

@michaelpagebr - Oportunidades para executivos de média e alta gerência.

@asapexec - Recruta profissionais de diferentes funções e mercados.

@vagas - Oferece vagas e dicas sobre cursos.

@DMRH - Trabalha posições com alto grau de complexidade. Portanto, é para profissionais mais experientes.

@job4dev - Oportunidades no mercado de TI.

@vagasnaweb - Oferece estágios e empregos para os profissionais de web.

@EmpregoBrasil - Vagas para profissionais de todos os níveis.

@elancers_net - Site de recrutamento, divulga empregos e publica notícias.

@PCIconcursos - Divulga empregos, estágios e o calendário de concursos públicos.

@curriculumvagas - Anuncia empregos para os mais variados níveis e funções em todo o Brasil.

@link_zero - Oferece vagas para jornalistas.

@frilas - Vagas para projetos específicos e temporários nas áreas de comunicação, publicidade e tecnologia.

@publicijobs - Informações sobre freelances e empregos que possam interessar aos mais variados tipos de profissionais da área da Comunicação.

terça-feira, 9 de março de 2010

Você se lembra da grande ‘bolha’ da internet?

Saiu ontem no Estadão uma matéria bem interessante chamada O que restou da bolha da internet, que relembra a supervalorização das ações das empresas pontocom entre 1995 e 2000 e aponta o que mudou de lá pra cá.

Durante esse período, conta o texto, o otimismo desenfreado em relação ao novo meio trouxe distorções que chegavam a ser bizarras. Nos EUA, a Priceline, que vendia passagens aéreas online, chegou a valer, no dia de sua abertura de capital, em 30 de março de 1999, quase US$ 10 bilhões - mais do que a United Airlines, a Continental Airlines e a Northwest Airlines juntas. O problema é que seus resultados financeiros eram patéticos. A empresa registrava perdas 3 vezes maiores do que seu faturamento.

O principal problema foi o pensamento de que as empresas online matariam as empresas reais. Isso gerou muita especulação. Segundo a matéria, parecia um mercado de crescimento infinito, em que tudo se tornaria possível a um clique do mouse. A empolgação foi tanta que não era importante a empresa ter retorno financeiro e nem mesmo um faturamento. A preocupação era com o ‘burn rate’ (tempo que levaria para zerar o caixa antes de um novo aporte) no lugar do ‘break even’ (momento em que a operação deixa de ser deficitária). Com isso, os empreendedores conseguiam crescimento rápido e se tornavam bilionários na abertura de capital das suas empresas. É como se uma empresa como o Twitter, que tem um produto interessante mas poucas fontes de receita, chegasse a valer mais do que uma Rede Globo, por exemplo.

Tempos passados. O dia ‘E’, como é chamada a data em que houve a ’explosão da ‘bolha, completa uma década amanhã. Enquanto na última sexta-feira o fechamento da Nasdaq – bolsa americana que concentra ações de empresas de tecnologia - foi de 2.326,35 pontos, no 10 de março de 2000, chegou a um índice recorde de 5.048,62 pontos. Algo inimaginável nos dias de hoje.

O principal símbolo da loucura foi a compra da gigante de comunicação Time Warner pelo provedor norte-americano America Online (AOL), destaca o texto. Na época, a AOL valia duas vezes mais que a Time Warner. Com o fim dessa ilusão, 3 meses depois, as ações da empresa caíram 75%. Com o tempo, a AOL acabou sendo tirada do nome da companhia, virou uma divisão de internet e, no final de 2009, já era uma empresa à parte.

O estouro da ‘bolha’, que teve inicio com uma escalada de aumento de juros pelo Federal Reserve - banco central americano - para combater riscos inflacionários, fez com que as empresas que dependiam de uma nova rodada de investimentos para continuar funcionando acabassem virando pó. No entanto, o fim desse ciclo teve um impacto muito positivo. Sem o otimismo excessivo, pontua o jornal, a infraestrutura que poderia levar décadas para ser criada acabou se desenvolvendo em poucos anos. A internet se popularizou, mas ganhar dinheiro com ela ficou bem mais difícil.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Estratégias X Criatividade: Quem define o conceito?

< texto retirado da edição especial sobre Planejamento da revista Placenta >

De um lado, a dupla de criação cheia de idéias mirabolantes. O design arrojado, um texto interessante e que prende a atenção do público. Do outro, o planejamento com suas pesquisas que revelam caminhos mais eficientes para se chegar a um determinado objetivo. Às vezes as agências parecem uma arena de batalha onde cada área tem seus gladiadores prontos para desencadear uma sucessão de ataques na eminência de defender seus territórios, no caso, suas idéias e pontos de vista.

Mas calma. Nossa intenção não é criar conflitos e sim tentar encontrar um meio termo entre as áreas.

Como qualquer coisa de natureza científica, a publicidade também evolui. Os velhos paradigmas muitas vezes não funcionam mais se aplicados à nossa realidade. Novos conceitos são criados a todo o momento e um bom exemplo disso ocorre no planejamento.

Considerado uma área relativamente nova, até pouco tempo não era encontrado nas agências. Mas qual a função de um planejamento? Segundo Russel Davies, planejamento da Nike: “Planejamento é o pensar antes de fazer”. Richard Huntington, da Saatchi & Saatchi London diz que: “O planejamento tem a função de fazer a propaganda funcionar. Nada a mais, nada a menos”. Giovanni Di Carlli, diretor de atendimento da agência Gruponove defende que: “Um trabalho bem planejado é o requisito básico para que o resultado positivo possa ser vislumbrado e alcançado”.

O importante é que o planejamento vem encontrado seu espaço dentro das agências. Uma vez que o mercado anda muito mais competitivo e os clientes estão muito mais entendidos e exigentes, as agências precisam se adequar a esse quadro evolutivo e passar a concentrar diversas formas de comunicação em seus portfólios. É onde entra o papel de um planejador, que vai encontrar uma maneira mais adequada e eficiente de interagir com o público.

Tudo o que se fala ficou vulnerável a críticas como acesso facilitado à informação, não só os clientes como o público consumidor também tem se tornado muito mais imune a publicidade.

É onde entra o papel da criação. Como diz Roberto Menna Barreto, escritor e publicitário: “Toda propaganda, para ser eficiente e compensadora, necessita ser nova e excepcional”. Não adianta falar qualquer coisa esperando ter resultado, para o consumidor vai ser a mesma ladainha de sempre. O IBOPE revela que um cidadão comum está exposto a aproximadamente mil mensagens publicitárias por dia e isso quer dizer que se a criação não estiver envolvida, o trabalho não vai ser eficiente. Vários produtos seguem uma mesma fórmula e um mesmo padrão de qualidade, ou seja, é o mesmo produto, e o que faz o consumidor decidir pela compra de um e não do outro é a forma pela qual ele “grita”. Como disse Magy Imoberdorf, ex-diretora de criação da Lage'Magy: “Criar é aparecer mais que simplesmente estar presente”.

Com uma visão um pouco menos ofuscada sobre cada área específica é mais fácil começar a enxergar que a agência só funciona como um todo. O planejamento, por melhor que seja, não é eficiente sem a participação da criação, ou seja, não chama a atenção. Roberto Menna Barreto diz que: “A propaganda nasce como solução para a indústria e a criatividade nasce como solução para a propaganda”. A mesma coisa funciona ao contrario: a propaganda criativa aparece, gera o boca a boca, mas muitas vezes não traz resultado. A criatividade tem que ser voltada para resolver um problema mercadológico e não apenas para ser arte, como em 2004, a empresa americana Lacta, ao ver o sucesso que a campanha dos chocolates Twix estava fazendo, quis posicionar a marca Sonho de Valsa tal qual a concorrência. O planejamento descobriu que o Sonho de Valsa tinha um posicionamento diferente do que o cliente pediu, pois o sonho de valsa era lembrado pelo romantismo do primeiro encontro. Assim ficou a cargo da criação dar uma cara mais jovial a marca sem perder o romantismo carregado pela marca. O resultado disso foi a marca ter assumido a segunda posição entre os chocolates mais vendidos.

Por esse motivo a visão de campo de batalha deveria ser mudada, porque num campo, apenas um sai vitorioso. Mas a realidade do trabalho em parceria, é que todo mundo sai vencedor. Ganha o cliente que tem resultado de vendas, ganha a empresa, que conquista o cliente e ganha prestígio e ganha os funcionários pelo reconhecimento da campanha bem feita.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Ideias Inovadoras: Agências Pop Up

Para quem não sabe, Pop Up Store é um tipo de loja que funciona por apenas alguns dias, semanas ou meses. Ela não exige continuidade, diferente de uma loja itinerante. Trata-se de uma oportunidade de explorar um lugar com determinada concentração momentânea de público. Grandes marcas, como Nike e Puma são adeptas do conceito, que também vem se expandindo para marcas menores e outros tipos de segmento. O conceito tem ido tão longe – com iniciativas de sucesso e outras não – que acabou chegando até ao mundo da publicidade.

RKCR/Y&R Local

Em agosto de 2009, a agência inglesa RKCR/Y&R abriu a RKCR/Y&R Local na região de Camden, em Londres. Trinta empresários da área foram atendidos - uma loja de produtos de surf, um cabeleireiro, uma loja de bebidas, um tatuador, entre outros. Além de ajudar no desenvolvimento de peças e conceitos, a agência negociou mídia a preços mais baratos para os clientes locais e firmou um acordo entre todos os participantes – para quem exibisse o anúncio do outro. Na agência pop up estavam duas duplas de criação, um planner e outros voluntários da própria RKCR/Y&R.

O objetivo da ação foi oferecer, gratuitamente, a expertise utilizada por empresas como Virgin, BBC e Land Rover, para ajudar os negócios locais a elevar sua receita e se prevenir contra a estagnação. A iniciativa foi consequência do trabalho da câmara de comércio da região que vem se esforçando para usar os talentos de grandes empresas estabelecidas no local (como MTV, Hugo Boss e Proud Galleries) para ajudar todos a enfrentarem a recessão.

Ogilvy Idea Shop

Há algumas semanas, foi a vez da Ogilvy de Londres oferecer seu trabalho, de graça, para os negócios locais de Brixton. O Ogilvy Idea Shop, como foi chamada a versão pop up da agência, passou 3 dias sugerindo novas ideias e soluções para pequenas empresas, lojas e projetos artísticos. Tudo que foi discutido e apresentado pelos voluntários da agência está exibido no blog Idea Shop. Vale a pena conferir.


Esses gestos, além de estreitar o relacionamento com a comunidade e mostrar o trabalho das agências, são ótimas ações de responsabilidade social. Como disse o pessoal do blog Newronio ESPM:

‘Responsabilidade social não somente é ajudar àqueles que não tem oportunidade de estudo, dar aulas para crianças carentes ou dar suporte a uma ONG. E quando se fala de agência, o que uma organização como essa poderia fazer para colaborar socialmente?’

quinta-feira, 4 de março de 2010

Um lugar ao sol: Steve Pereira

Estou começando uma nova série aqui no CHMKT para ajudar aqueles profissionais recém formados e estudantes que buscam se colocar no mercado. A ideia não é dar receitas ou dicas, mas sim colocar aqueles que foram bem sucedidos, recentemente, nessa busca, para contar seu case – a história de como conseguiram entrar em boas agências.

O primeiro é um texto que o Steve Pereira fez ao meu pedido. Pra quem não sabe, ele é um estudante universitário que conseguiu se colocar em uma das melhores agências do mundo: a DM9DDB.

Veja só o que ele tem a dizer...


Quem não quer conseguir o tão almejado lugar ao sol, ser reconhecido por seu talento e respeitado na sua área de atuação?

Buscar uma colocação no mercado é trabalhoso e exige dedicação, talento e feeling, entre outras qualidades.

Estamos em uma época onde o bom não é suficiente. Logo, temos que trabalhar o máximo todos os pontos profissionais que detectarmos e estar aptos a dar conta de entrar no mercado de trabalho, mais do que isso, fazer a diferença.

Hoje, eu trabalho na DM9DDB como Mídia Online e aos poucos estou conquistando e melhorando meu “lugar ao sol”.

Mas, como entrar no mercado de trabalho? Essa, com certeza, é a parte mais difícil e que mais atormenta a cabeça dos que iniciam sua carreira.

Quando estava no 1º ano da faculdade de publicidade, comecei a correr atrás da minha primeira oportunidade de estágio em agências de propaganda no interior do PR. Fui em algumas agências e apesar de não fazer absolutamente nada de errado, não fui chamado para nenhuma das vagas que me candidatei.

Fiquei inquieto e tentei descobrir o porquê de levar aqueles NÃOS. Eis que entra a parte mais importante do inicio de carreira: o auto-conhecimento.

Comecei a me preocupar mais com o que o mercado estava procurando e o que eu oferecia como profissional. Melhorei os pontos fortes e trabalhei muito nos pontos fracos. Criei um blog sobre publicidade e comecei a mostrar um pouco do meu trabalho e fazer análises de mercado e outros conteúdos que julguei ser relevante.

Alguns meses depois, as mesmas agências que haviam me dito que não se interessaram, me contactaram para voltar a fazer entrevistas. Assim, consegui meu primeiro estágio, na área da redação publicitária de uma agência de pequeno a médio porte de Guarapuava-PR.

Nesse tempo, me inscrevi para um processo seletivo da DM9 realizado pelo twitter chamado Siga Mídia que selecionaria dois estagiários de mídia.. Os candidatos deveriam criar um novo perfil no twitter e seguir @sigamidiadm9.

Mais de 800 candidatos criaram perfis e houve uma triagem onde sobraram 400, que estavam aptos a participar, de acordo com as regras do regulamento do site sigamidiadm9.

A vaga era pra São Paulo, mas mesmo assim me candidatei, pois fiquei sabendo através do twitter oficial da agência.

Na segunda fase, a primeira após a triagem, tínhamos que conseguir mais seguidores. Mas, só contava como seguidor quem fosse candidato. Ou seja, tínhamos que convencer um concorrente a nos ajudar a passar de fase. Os 50 mais seguidos passavam.
Houve várias estratégias. Uns prometiam dividir o primeiro salário, outros queriam sortear TVs, e a maioria estava na política do me segue que eu te sigo.

Eu fui o segundo mais seguido com uma estratégia focada na área. Conversei com o CH, aqui do CHMKT e com o Tiago Miranda, planner da DPZ (ambos eu conheci através do meu blog, que citei acima) e promovi um chat via Messenger com eles para alguns de meus seguidores do twitter. Escolhi as pessoas através de um concurso cultural onde eles deveriam responder “Por que quero ser um profissional de mídia?” e por uma ordem de números de seguidores, avisada previamente.

Na última fase, com os 50 finalistas, o desafio era divulgar a frase “Movimente seu Mundo” em uma mídia diferenciada, visando engajamento. O projeto deveria ser postado em um blog com fotos e/ou vídeos da ação. O meu case foi um dos vencedores e me rendeu uma vaga de estágio na DM9 por 1 ano.

Dentro da DM9 há pouco mais de 5 meses, tento ao máximo fazer coisas diferenciadas e isso está me ajudando muito. Depois que você entra no “jogo”, não pode se acomodar. Essa é a diferença dos bons profissionais para os diferenciados. Você escolhe se quer ser bom ou diferenciado, E, isso depende do seu talento, repertório, ousadia e criatividade. Não interessa qual é a sua área e o seu cargo. O mercado sempre tem lugar para mais pessoas com esse espírito empreendedor e visionário.

Além de ser bom e diferenciado, saber a hora de agir e a forma de agir é determinante no crescimento profissional. É o feeling.

Há uma frase que me inspira e diz muito sobre esse espírito empreendedor que devemos ter que fala assim: Quanto mais longe você olha, mais longe você chega.

Lembre-se: o comodismo é inversamente proporcional ao sucesso profissional! Queira mais, SEMPRE.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Já pensou em se tornar um Psicólogo do Consumo?

O Adam Ferrier, psicólogo especializado em consume e um dos sócios da Naked Communications, postou no seu blog algumas dicas bem interessantes pra quem deseja trabalhar na mesma área que ele. Como ele mesmo disse, trata-se de um guia rápido para conseguir um trabalho na área – se é o que você deseja. Vamos lá.

Primeiro, o que faz um psicólogo do Consumo?

Segundo o site de carreiras britânico Prospects, o termo Psicologia do Consumo é utilizado para caracterizar um indivíduo com graduação em psicologia que aplica essa área do conhecimento para assuntos relativos ao consumo. Em suma, é o profissional que ajuda marcas e organizações a aprimorar suas estratégias de marketing, tentando entender a psicologia por detrás das escolhas de consumo.

Voltando ao relato do Adam...

Intuição
Ele contou que quando estava na escola, conversou com um psicólogo pra ver o que deveria fazer da vida. Ele disse ao profissional que tinha interesse em marcas, dinheiro e pessoas. O psicólogo respondeu, na hora, que ele deveria se tornar um psicólogo do consumo. A dica do Adam é que, se você tem curiosidade sobre esses assuntos, a psicologia do consumo é um caminho que você pode gostar e se dar bem.

Educação
Ele conta que, para ser chamado de psicólogo, você deve ser registrado como um. O Adam relatou que isso leva 3 anos de graduação em ciências ou artes, e deve estudar muito pra se qualificar para o quarto ano. Pra nós, é preciso cursar a faculdade de psicologia, que leva de 4 a 5 anos. Com o diploma em mãos, dá pra se credenciar como psicólogo. No Brasil, esse vínculo é feito junto ao Conselho Regional de Psicologia do seu estado. Pra entrar na psicologia do consumo, ele recomenda uma pós-graduação – especialização ou mestrado – com o foco em consumo, em psicologia clínica ou psicologia organizacional. Nas grandes faculdades brasileiras, há cursos do tipo.

Emprego
Pesquisa de mercado, segundo o Adam, é a forma mais segura de começar a carreira. Existem muitas empresas do tipo aqui no Brasil. Sugiro uma busca no site da Abep (Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa) pra encontrar opções. A maneira final, recomendada por ele, é se tornar um acadêmico e começar sua própria consultoria – o que traz ótimas oportunidades.

Contudo, apontou o Adam, mesmo que você alcance tudo isso, você pode se encontrar não fazendo o trabalho de um Psicólogo do Consumo ou trabalhando com esse título. Há formas diferentes pelas quais um profissional desses pode operar, além de variados trabalhos, cargos e títulos;

Pra finalizar, ele deixou algumas dicas que considera essenciais pra que busca esse rumo:

• Estude muito na sua graduação. Suas notas e projetos dos que participar serão cruciais para você entrar no mestrado – sem isso, fica bem mais difícil.
• Faça sua tese sobre algum assunto popular, se interesse humano. Faça barulho a respeito dela. A tese do Adam foi sobre ‘a identificação as características que tornam uma pessoa cool, assunto sobre o qual devo falar em breve por aqui. Segundo ele, foi uma pesquisa mais do que interessante: divertida.
• Seja especialista em alfo que tenha sentido e dê alguma contribuição ao mundo da psicologia do consumo.
• Esteja sempre por dentro das novidades em pesquisas e estudos, e embase suas opiniões nessas pesquisas. Você vai conseguir se diferenciar dos profissionais e setores que inventam e criam coisas.
• Tente manter um vínculo com uma instituição acadêmica pelo maior tempo que puder. Elas são uma fonte inestimável de recursos e acesso a pesquisas.
• Cuidado: Psicologia organizacional nada tem a ver com o assunto. É muito diferente da psicologia do consumo.

terça-feira, 2 de março de 2010

Conheça as empresas mais inovadoras do mundo



A revista Fast Company divulgou no mês passado a sua lista das empresas mais inovadoras do momento. Abaixo, confira quais são elas e o porquê de tanto destaque. Vale a pena.

1 - Facebook
No ano passado, o Facebook foi o 15° da lista. O motivo do primeiro lugar foi a rapidez com que a empresa cresceu e se desenvolveu. O Facebook dobrou, em um ano, seu número de usuários, com, atualmente, mais de 400 milhões no mundo todo e se tronou a maior rede social do mundo.

2 - Amazon
A Amazon também teve um salto gigantesco, vindo do nono, no ano anterior, para o segundo lugar. A razão foi a capacidade de diversificação que a empresa possui. Sua receita anual, estimada em 24 bilhões de dólares, não veio simplesmente dos livros – área que a empresa continua a dominar com o Kindle e aplicativos de iPhone de leitura. Seu serviço de armazenamento de dados e computação, sua expansão para a venda de música, vídeos e eletrônicos – áreas tradicionalmente da Apple e do Google – ajudaram a empresa a crescer 26% em relação a 2008.

3 - Apple
É difícil acreditar que a loja de aplicativos da Apple teve início a menos de dois anos e já oferece mais de 140.000 opções, com cerca de 3 bilhões de downloads feitos, e uma receita estimada de 1 bilhão de dólares ao ano. Enquanto isso, a aquisição da empresa de músicas por streaming Lala e seu interesse em transmissão de TV por streaming sugerem que logo a empresa terá uma nova fonte de receitas em um iTunes renovado. Em suma, o ano de 2009 foi excelente para a Apple, que teve uma receita total de 36,5 bilhões – 12% a mais do que 2008. E tudo isso deve crescer ainda mais com o lançamento antecipado do iPad.

4 – Google
Mesmo Antes do lançamento do seu aplicativo semelhante ao Facebook – o Buzz – o Google ainda estava gerando muito buzz em diversas áreas com novos produtos. A empresa, que já foi um dia apenas um mecanismo de busca, introduziu seu primeiro equipamento, o telefone Nexus One, uma nova ferramenta colaborativa chamada Wave, e um novo serviço de música. Enquanto isso, para responder ao Hulu e outros sites, o Youtube – pertencente ao Google – fechou contraltos com estúdios e redes para adicionar conteúdo Premium ao principal site de vídeos da internet. No Google, a busca por novas oportunidades e mercados nunca acaba.

5 – Huawei
A empresa chinesa, sediada em Shenzhen, ultrapassou a Alcatel Lucent e a Nokia Siemens, em 2009, para se tornar o segundo maior fornecedor de equipamentos de telecomunicações, impulsionada pela qualidade, atualizações de produto e preços baixíssimos. No ano passado, fechou diversos contratos lucrativos e cheios de prestígio, como a vitória sobre a Ericsson e Nokia Siemens na concorrência para a construção da rede pioneira de telefonia móvel 4G na Noruega, além de grandes negócios nos mercados indianos e chineses. Essas conquistas fizeram a empresa dobrar de tamanho, atingindo um market share de 20% e um crescimento em vendas de 17,5% e um faturamento de 21,5 bilhões de dólares.

6 - First Solar
Na década passa, as primeiras empresas renováveis listadas entre as 500 da S&P tinham um objetivo central: reduzir o custo dos módulos de energia solar até um ponto em que pudesses ser competitivos com a energia tradicional. A Firdt Solar tem usado todo tipo de estratégia ao seu alcance, de novas tecnologias patenteadas até produção em massa em outros países e integração vertical de todos os níveis do projeto. A empresa foi o primeiro fornecedor a cruzar a marca de 1 dólar por watt, pareando a energia solar com a convencional. No final de 2009, atingiu incríveis 0,85 cents por watt – o custo mais baixo do Mercado.

7 - PG&E
Empresas de utilidade não são muito conhecidas pela sua consciência. No entanto, em setembro de 2009, o CEO Peter Darbee renunciou, corajosamente, da Câmara de Comércio dos Estados Unidos em função da oposição do órgão em relação à legislação anti-aquecimento global. Não é à tôa. A preocupação da empresa com o meio ambiente é grande. Com um portifólio pesado em energia hidráulica, nuclear e de gás natural, a californiana PG&E fornece energia a 5% da população norte-americana enquanto produz apenas 1% do total de emissões do setor. A empresa também está olhando para horizontes cada vez maiores na busca por novas fontes de energia – o espaço, por exemplo. Em 2010, assinou um acordo de compra com a Solaren, uma startup que promete colocar painéis solares em satélites e trazer energia do espaço a um custo competitivo até 2016.

8 - Novartis
Desde que focou seu processo de Pesquisa & Desenvolvimento em doenças raras e biotecnologia, incluindo vacinas para o H1N1, a gigante farmacêutica suíça tem respirado inovação. O FDA (órgão dos EUA que regula a área de saúde) aprovou nove das propostas de drogas da empresa em 2009. A proposta da Novartis é baseada no seguinte: Se você pensar de forma tradicional, quando um medicamento não promete lucratividade e mercado, ele não entra para o portifólio. No entanto, se há a possibilidade de melhorar, de forma significativa, a vida de pacientes que não podem ser bem tratados, a empresa vai adiante, independente do tamanho do mercado.

9 - Walmart
O maior varejista do mundo deu o seu salto mais corajoso ao buscar tornar ‘verde’ toda a sua operação com um novo plano para avaliar a sustentabilidade de cada produto que vende. Tudo aconteceu muito rápido, graças à forma colaborativa como o projeto tem sido realizado. Ao envolver seus 2 milhões de empregados, 100.000 fornecedores globais, outras empresas e um grupo de cientistas vinculados a ONGs, o Wallmart se transformou no maior varejista ‘verde’ do mundo.

10 - HP
A HP continua uma transformação incrível sob o comando do CEO Mark Hurd. De uma empresa focada no mercado de impressoras com resultados cada vez piores, vem se tornando uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, em múltiplos mercados, com uma receita de 130 bilhões de dólares por ano. Em 2009, ultrapassou a Dell como o maior vendedor de PCs do mundo e mostrou alguns designs no nível Apple, como os computadores TouchSmart, com funcionalidade touch screen.

Para conhecer as 40 restantes, é só clicar aqui.

Por Dentro: Abbey Road Studios - Londres





















segunda-feira, 1 de março de 2010

Como as 100 maiores empresas do mundo utilizam as mídias sociais?



A Burson-Marsteller lançou recentemente a edição 2010 do estudo que descreve a maneira como as 100 maiores empresas do mundo (em receita) segundo o ranking da revista Fortune utilizam as mídias sociais. Foram 48 empresas da Europa, 29 dos Estados Unidos, 20 da Ásia e 3 da América Latina. Os dados foram coletados entre novembro de 2009 e janeiro de 2010. O resultado é bem interessante.

Segundo a pesquisa:

• 79% das empresas utilizam pelo menos uma plataforma de mídia social. A maior incidência é na Europa, com 88%, seguida pelos EUA, com 86%. A Oceania é onde houve a menor incidência, com a presença de apenas 50% das empresas. Apenas 20% utilizam as 4 plataformas avaliadas (Twitter, Facebook, Youtube e blogs corporativos).

• A plataforma mais utilizada é o Twitter, com presença de 65%. Logo em seguida, vem o Facebook (54%), Youtube (50%) e blogs corporativos (33%).

Twitter

• Das empresas que utilizam a ferramenta (65%), a média é de 4,2 contas, sendo que empresas como AT&T, Nokia e Samsung possuem pelo menos 15.

• Das européias e norte-americanas, mais de 70% utilizam o serviço de microblogging. A menor afinidade está entre os asiáticos (40%), que utilizam, principalmente, para se comunicar com seus stakeholders ocidentais.

• A média de tweets é de 27 por semana e 38% das empresas reponde às micropostagens de outros usuários.

• A média de seguidores por empresa é de 1.489, e a de pessoas seguidas é de 731.

Facebook

• Menos popular do que o Twitter (54%), o Facebook tem maior aderência nos EUA, onde 69% das empresas possuem uma fan page.

• Apenas 59% das empresas presentes no Facebook mantém suas páginas ativas, com uma média de 3,8 posts por semana.

• O números de seguidores é maior do que o do Twitter. A média é de 41.000 seguidores nas fan pages das 100 maiores empresas.

YouTube

• Metade da amostra tem um canal no YouTube. Entre as norte-americanas, 59%, e entre latino americanas apenas 33%.

• 68% das que possuem um canal possuem atividade freqüente. A média é de 10 vídeos ao mês.

• Os vídeos postados por essas empresas tem, em média, 40.000 views por mês.

Blogs Corporativos

• Apenas 1/3 das 100 maiores possui blog corporativo. O número cresce entre as asiáticas, com 50% e cai entre as européias, com apenas 25%.

• A média de posts mensais é de 7. Entre os asiáticos – que mais utilizam o serviço – é de 14.

Confira os resultados do estudo logo abaixo:



Para baixar o relatório, é só clicar aqui.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A primeira agência open source do mundo

O termo open source - geralmente traduzido como código aberto – refere-se a um tipo de software que, em suma, tem sua distribuição gratuita, o código fonte editável e permite trabalhos derivados. Esse termo tão comum no mundo da computação, foi, recentemente, englobado ao universo das agências. Mais precisamente, tornou-se um novo modelo de negócios para o nosso mercado.

O site The ideaLists é uma agência criativa open source que existe apenas online e funciona de forma muito próxima a um site de paqueras. Criativos do mundo todo enviam suas ideias. Os clientes podem aproveitar as já existentes ou enviar briefs para serem transformados em campanhas. Somente convidados, com um portfólio de qualidade – avaliado previamente – podem fazer parte do negócio. Apenas o que é colocado em prática gera remuneração. E quem delimita o preço é o autor de cada trabalho.

O idealizador do site foi um sujeito chamado Adam Glickman, um dos criadores da revista Tokion, que também já trabalhou na agência BBH. O The Idealists já conta com bons clientes como o museu Guggenheim, a marca de roupas Diesel, o varejo virtual Incase e a ONG Kanye West Foundation.

Para que as ideias não sejam roubadas – uma preocupação natural – o site conta com diversas precauções como proteção de IP e controle dos assinantes que visitam cada página, além de permitir que os criativos disponibilizem apenas parte da ideia até que haja uma solicitação de um cliente para ver o restante. Mesmo assim,ainda há riscos. No entanto, para Glickman, se a ideia for tão valiosa que o usuário não tolere vê-la copiada, é sinal de que não deveria estar ali.

Sobre o modelo open source, ele destaca que sua iniciativa não poderia ser rotulada de crowdsourcing – que seria operar de forma totalmente aberta, sem intermédios na relação entre clientes e criativos.

A ideia, segundo ele, nasceu do seguinte racicínio. Estamos cada vez mais absorvendo as mesmas referencias e, portanto, é muito provável que mais de uma pessoa possa ter a mesma ideias ou pensar em algo parecido. Com isso, leva vantagem aquele que executa primeiro. Ao postar no site, conta, o criativo tem garantias de que foi o criador original, mesmo sem tê-la posto em prática.

Entre seus planos futuros, está a criação de plataformas específicas para determinados clientes, nas quais cada um convida quem quiser e pode desenvolver todas as suas campanhas sem precisar ter uma conta ligada a uma agência só.

‘Eu venho de uma publicação independente’, pontua Glickman, ‘com uma abordagem bem diferente’. Primeiro, você tem a ideia e vai até os anunciantes para conseguir verba para executá-la. Já as agências fazem a perspectiva oposta. Nossas intenção, conta, é encontrar uma intersecção entre essas duas linhas’.

Será que esse novo modelo tem futuro? Qual a opinião de vocês?

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