sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Dicas para não deixar uma ideia morrer - Parte 2: Silvia Curiati

Meu conselho é um só, já que cada tipo de ideia pode ter uma técnica de venda diferente. Foco no target!

Quando falo de target, me refiro ao interlocutor. A mesma ideia provavelmente terá que se vendida de maneiras diferentes a um criativo, um mídia, um atendimento e o cliente.

Cada pessoa tem um mecanismo de raciocínio, e o desafio é reconhecer qual o do seu interlocutor, para fazer a venda de maneira mais fácil e de forma que ele compreenda rapidamente.

Por exemplo, não posso chegar com uma apresentação cheia de imagens e frases de efeito a um cliente que é engenheiro, ou da área de finanças. O que vai deixá-lo calmo para prestar atenção no que tenho a dizer é iniciar com gráficos, com números, com previsões de retorno, certamente. E para um criativo, se eu começar assim, ele faltalmente cairá no sono.

Então, prestar atenção em quem vai aprovar, seu estilo de trabalho e discurso, ajuda enormemente em qualquer venda.

Silvia Curiati é Diretora de Planejamento da OgilvyOne São Paulo

Fazer parte da cultura é pouco. Seja capaz de reinventá-la.

O título acima é uma das premissas da Crispin, Porter + Bogusky, a agência mais badalada da atualidade.

Pra quem não sabe, o 'departamento de planejamento' da agência é chamado de Departamento de Insights Culturais e de Negócios. Quem trabalha lá é chamado de Cognitive Anthropologist. São planners, jornalistas investigativos, antropólogos, sociólogos, psicólogos e designers de experiência que analisam, constantemente, a cultura: tendências, modas, história, comportamento, etc.

Em mais um post sensacional, o Collin Drummond, que dirige esse departamento, publicou algumas anotações sobre seu trabalho de criar comunicação capaz de ‘quebrar as limitações impostas pela cultura para mudar a forma como as pessoas se comportam’. Achei muito interessante resolvi compartilhar com você.

1. Ser um estudante da cultura.

• Há um número de habilidades que podem aperfeiçoar sua capacidade de ser um estudante da cultura: antropologia, sociologia, psicologia, jornalismo. Qualquer coisa te sintonize com as forças que regem a cultura e a cultura pop. Essas disciplinas te ajudarão a se colocar do lado de fora da cultura, e você consegue observá-la sem ser enganado por ela.

• Os cursos de publicidade e faculdades de comunicação são bons pois tentam te ensinar como ‘fazer’ anúncios, mas seria um erro fazer só isso. É uma grande erro para planners e criativos focar exclusivamente no público-alvo, produto e concorrentes. Quando isso é feito, você acaba com estratégias vazias. Você precisa de outras habilidades, como as que coloquei acima, para encontrar maneiras para a sua marca não só participar da cultura, mas sim mudá-la.

• A cultura pode ser definida como as regras implícitas que regem a vida de todo mundo. A cultura tem um poder incrível sobre nós – muito maior do que percebemos.

• Há coisas na cultura que sempre mudam, e outras que nunca mudam. Os valores culturais universais, ou padrões humanos primitivos, estão sempre mudando com a constante mudança da cultura pop. Essa tensão é uma maneira de criar energia real para o seu trabalho.


2. Aplicando a cultura ao marketing e à publicidade.

• O segredo: se colocar do lado de fora da cultura.

• Tensão: tornar as pessoas tensas com ideias que desafiam as regras implícitas da cultura. Quando você desafia essas regras, deixa as pessoas tensas. Quando você deixa as pessoas tensas, elas falam sobre você.

• Sempre comece com a verdade do produto e construa a partir disso.

• Faça ajustes culturais em torno da marca, para que as pessoas possam ver a marca com uma nova luz.

• Exemplos da CP+B: man chicken, I’m a PC, etc.


3. Aplicando a cultura ao ‘interativo’.

• Planeje para uma definição mais ampla de interatividade. Leve em consideração como ela foi potencializada pelo mundo digital, mas, na verdade, estou falando de qualquer interação: digital, varejo, produto, serviço ao consumidor, etc.

• Crie uma plataforma para a participação entre múltiplas pessoas e a marca (não o modelo de uma só via das agências de comunicação, quando você diz às pessoas o benefício, repetidamente, até que absorvam).

A CP+B sempre foi interativa.

Shockingbarack, um arriscado empreendimento que depende, absolutamente, da participação.


No vídeo abaixo, para o qual ele usou essas anotações, há mais informações sobre o tema. Vale a pena ver.



Sobre o trabalho da CP+B, tem, no CCSP, um vídeo da palestra fantástica que o Chuck Porter deu no Brasil. Pra baixá-lo, é só clicar aqui.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

'De que é feito um bom planner?' - LEGENDADO

Você já pode conferir, abaixo, o segundo vídeo do SPUR, documentário sobre Planejamento criado pela Redscout em parceria com o PSFK, com legendas em Português.



O assunto é o seguinte:

"Perguntando aos nossos entrevistados quais são qualidades que eles acreditam compor um bom planejador, assim como o que eles buscam em uma contratação ou em um colega, nós descobrimos o que está mudando nas demandas do papel e como o chamados 'Rockstars' estão elevando o nível.

A validade do título 'planner' está sob fogo cruzado em um mundo onde híbridos e especialistas em tecnologia ampliam os limites, mas é um tema comum que nós (em um espaço de inovação dirigido pelas marcas, ao contrário de um ambiente mais puro em comunicação) achamos interessante.

Ganhar crédito extra significa, literalmente, FAZER mais hoje; ver ideias através de fazer as coisas acontecerem. Planejamento e estratégia não podem ser pensamento e informação apenas. Talvez, sejamos os mais apropriados para articular e cuidar dos processos.'


Meus agradecimentos ao Franklin Barbosa, Iuri Tampolski e Rafael Leite pela grande ajuda.

Por Dentro: Nova sede do Twitter - San Francisco, EUA

Lembra da antiga sede do Twitter?

Bem, agora eles estão com uma bem maior, recém inaugurada. Confira as fotos logo abaixo:































quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Fale menos. Faça mais.

Você se lembra da filosofia da Zeus Jones, baseada na crença de que ‘Actions speak louder than words’? E na colocação do Gareth Kay de que ‘ideias energéticas tem mais a ver com fazer do que com dizer’? Bem, vou compartilhar algumas colocações minhas sobre o tema.

O item reputação tem relevância enorme na composição de uma marca de sucesso. E reputação se adquire com ação. Aliás, com várias ações. Se eu viro pra você e digo que sou um cara legal, por mais que eu te conte várias ocasiões nas quais tive uma atitude bacana, fica aquele ar de desconfiança. Agora, se você começa a ver, frequentemente, eu fazendo coisas boas, mesmo que pequenas, a conclusão de que sou um cara legal vem como algo espontâneo. É você quem vê. É você quem conclui. Isso tem muito mais força do que qualquer coisa que eu possa te dizer.

Quando se tem um objetivo bem definido - e isso é tarefa de planejador -, fica muito mais fácil extrapolar o discurso de sempre. Quando o cliente vira e diz, ‘quero uma campanha institucional’, se não há pensamento estratégico no processo, é quase que instintivo criar algo mais vago, falando sobre a empresa, sem vender diretamente nenhum produto – o famoso anúncio institucional. O problema é que, nesse caso, o meio vira fim, e dá tudo errado.

Quando se pensa em objetivos de ‘ganho institucional’ – e em aspectos ainda mais específicos, que é o ideal –, fica evidente que há inúmeras maneiras de se chegar lá. A tradicional ‘campanha institucional’ é só uma delas. Ao invés de dizer, ‘sou uma empresa que se relaciona com o consumidor’, vale muito mais um conjunto de ações, que, mesmo pequenas, mostrem que a empresa realmente mantém um relacionamento aberto com seus stakeholders. As pessoas vêem o que está sendo feito e tiram suas próprias conclusões. Pra ajudar, você pode até inserir no seu trabalho alguns elementos que direcionem a este raciocínio, e depois disso tudo, até dá pra lançar uma campanha reforçando o que você tem a dizer. Mas falar por falar, é fraco e superficial. Como diz o povo, ‘entra por uma orelha e sai pela outra’. É investimento sem retorno.

Para ilustrar esses pensamentos, seguem alguns exemplos práticos ‘retirados’ de um post da Roberta Carusi e de outros sites de referência, que mostram algumas marcas tomando um caminho bem interessante nesse aspecto.


Planejamento Doméstico - Omo
A marca Omo incentiva, conceitualmente, as pessoas a investir na educação e desenvolvimento saudável dos seus filhos. Para sair do discurso e ‘fazer coisas’, na prática, a marca está disponibilizando no seu site uma ferramenta de orçamento doméstico para download. Com isso, as famílias podem planejar suas despesas mensais, organizar melhor os gastos e assim poupar dinheiro para garantir a melhor educação e qualidade de vida às crianças da casa. E a marca Omo está por trás disso tudo. Além disso, como a Roberta afirma no seu blog, ‘a ferramenta está linda e confortavelmente encaixada na campanha da marca, que ressalta o custo X benefício, ao invés do preço final isoladamente’.

Operação Biquíni - Nestlé
O principal benefício do cereal matinal Nesfit é ajudar as mulheres a emagrecer e a manter sua forma sem prejudicar a saúde. Com a chegada do verão, a ‘febre’ em perder alguns quilinhos vira mania entre elas, o que é provado pela invasão que fazem às academias. O objetivo disso tudo é ir à praia e à piscina de biquíni, sem usar uma canga pra cobrir as imperfeições, como comentou a Roberta. Sabendo disso, a marca lançou um programa nutricional de 14 dias chamado Operação Biquíni, que ajuda a consumidora a chegar ao verão com tudo em cima, e de forma saudável.

Cheerios - Feed a Curious Mind
Há 8 anos, a marca Cheerios presenteia seus consumidores com livros infantis premiados como brindes nas caixas dos seus cereais matinais. Como parte do projeto, eles resolveram, este ano, doar livros para a First Book, uma instituição sem fins lucrativos que doa livros às crianças necessitadas, e convidaram as pessoas a participarem. Para cada pessoa que se tornou fã da marca até da data limite estabelecida (5 de novembro), eles doaram um livro à instituição.

Red Bull Brasil FC - Red Bull
A Red Bull criou, em 2007, um time de futebol no Brasil. Baseada em Campinas, a equipe vai disputar em 2010 a segunda divisão do Paulistão. A marca, que já patrocina times com seu nome em Nova Iorque, Salzburg (cidade próxima à sede da empresa) e Leipzig, investe pesado no marketing esportivo, bancando também várias outras iniciativas, como duas equipes de Fórmula 1, um campeonato de corrida de aviões, entre outros.


Agora, você pode perguntar: ‘como ser eficaz com ações que interagem com poucas pessoas?’. A resposta está em outra colocação do Gareth, de que ‘a base de uma grande ideia é fazer muitas coisas pequenas, e não uma grande de cada vez’.

Com um conjunto de pequenas ações, dá pra alcançar muita gente, de forma consistente e menos superficial. Além disso, é possível se conectar diretamente com pequenos grupos com interesses em comum. Pela possibilidade de se aprofundar nas preferências de cada grupo, podemos dizer que podemos ter uma ‘big idea’ para cada um deles.

Essa semana, comentei que a melhor maneira de ingressar nas redes sociais é virar assunto de mesa de bar. Com pequenas ações, dá pra estar presente em todas as conversas, mas com perspectivas diferentes e mais interessantes de um mesmo ponto de vista.

10 citações inspiradoras - Parte 6



1. “Qualquer um vê moda em uma boutique ou história em um museu. A pessoa criativa vê história em uma loja de ferragens e moda em um aeroporto.” - Robert Wieder

2. "Não vemos as coisas como elas são. Vemos as coisas como nós somos." - Anaïs Nin

3. “Emocionar não tem nada a ver com marcas. Uma marca não emociona. O que emociona é uma história, um olhar, um sorriso, uma experiência. As marcas são coadjuvantes e patrocinadoras desses momentos.” - Fernand Alphen

4. "Sem conflito não há história." - António Nuñez

5. “Contar histórias revela o segredo sem cometer o erro de definí-lo.” - Hannah Arendt

6. "Para aquilo que está muito perto de você, distancie-o. Para aquilo que está muito longe, aproxime-o.” - Ricardo Nespoli

7. "Não quero 500 canais de televisão. Só quero aquele único canal que me oferece o que quero ver." - Nicholas Negroponte

8. "Humor é um dos recursos mais eficientes para desarmar espíritos e conquistar consumidores. Não é à toa que é usado em 99,9% das cantadas." – Eugênio Mohallen

9. "A diferença essencial entre emoção e razão é que a primeira leva à ação, enquanto a segunda leva a conclusões." - Donald Calne

10. “A inveja é um sentimento básico no Brasil. Está para nascer um brasileiro sem inveja. A coisa é tão forte que falamos em ter, em vez de sentir inveja." - Roberto DaMatta

Papo Cabeça: Stefan Erschwendner

Quando estava na universidade, em Linz, Áustria, Stefan Erschwendner começou a estudar Marketing porque uma amiga minha não queria fazer o curso sozinha. Ele gostou tanto, que foi parar na agência suiça Advico, da Young & Rubicam, como estagiário. Pouco tempo depois, voltou ao seu país natal, como planner da DCNTRL, até que foi contratado por uma das maiores agências da Hungria, a DDB Budapeste, onde está há pouco mais de dois anos. Além disso, é autor do blog Eranium, com conteúdo fantástico sobre a disciplina.

Em entrevista exclusiva para o CHMKT, Stefan fala sobre os desafios da profissão, comenta sobre o impacto da tecnologia na construção de marcas e dá algumas dicas bem interessantes para quem deseja ingressar na área. Vale a pena.

1. Qual a tarefa mais desafiadora de um planner?

Há várias tarefas desafiadoras para um planner. A maior, pra mim, é que acredito que o planejador deve ser a pessoa mais confiante da sala. Não é algo fácil, principalmente por termos que resolver problemas complexos e interrelacionados. Então, você precisa saber tudo sobre a marca, consumidores, concorrentes e para onde a sociedade está indo. Não é só isso. Precisa também conhecer as políticas internas e as relações com os stakeholders. Se fez sua tarefa de casa, você consegue agir com confiança e dar a orientação estratégica ao cliente e ao projeto.

2. Do que você mais gosta na agência em que trabalha?

A melhor coisa em trabalhar na DDB Budapste é a confiança que tenho da equipe gerencial, o que me dá muita liberdade pra organizar meu trabalho diário e explorar meus campos de interesse. Creio que não é fácil conseguir tanta confiança e liberdade, principalmente quando se trata de uma agência de rede, que precisa gerar resultados no mercado financeiro.

3. Na sua opinião, quais as ferramentas básicas de um planejador?

Curiosidade, a habilidade de observar a sociedade e traduzir estes aprendizados em insights. Você deve ter um conhecimento e educação amplos. Não precisa ser um especialista em Marketing ou Publicidade, mas, ao invés, em Ciências Sociais, como Sociologia e Antropologia.

4. Você trabalhou em países diferentes. O que muda no Planejamento em cada lugar?

Com base na minha experiência, o Planejamento não é diferente de um país a outro. Ele difere de agência para agência. Cada agência tem sua própria cultura e abordagem ao Planejamento. As agências que fazem parte de grandes redes têm o benefício de que eles disponibilizam, geralmente, alguns conjuntos de ferramentas. Só que quais delas você vai utilizar e qual a influência delas no Planejamento depende das necessidades e preferências pessoais. Não acredito que haja grandes diferenças na comunicação em geral. No entanto, cada cultura tem sua herança, seus valores, seus hábitos de comunicação, e você deve levá-los em consideração.

5. Como as novas tecnologias vem mudando a percepção das pessoas em relação ao que é interessante?

Mesmo quando comecei na publicidade, a internet já era parte de toda campanha que desenvolvíamos. Então, não houve nenhuma mudança pra mim. Redes sociais e Mobile são as evoluções naturais disso e, obviamente, fico empolgado com as novas possibilidades que você tem com toda essa tecnologia. A coisa mais importante pra mim é gerar valor para o consumidor. Se isso acontece, não importa se a tecnologia é nova ou velha.

6. E o que mudou para as marcas com a tecnologia e o que essas marcas tem feito para não ficarem defasadas?

Creio que exista uma gap gigantesco entre como os consumidores e as marcas estão utilizando tecnologias que passaram a fazer parte da nossa vida diária nos últimos anos. Os ciclos de inovação estão se tornando cada vez mais velozes e várias marcas e agências se esforçam para alcançar os consumidores. Se você quer se destacar como marca, tente entender melhor seu consumidor e eu acredito que as mídias sociais são uma grande oportunidade pra conhecer mais sobre as pessoas que compram ou não seus produtos. As marcas precisam perceber que as pessoas passam apenas 4% do seu tempo como consumidores e 96% como seres humanos. Com isso em mente, as marcas deveriam repensar como podem gerar valor às pessoas ao invés de interrompê-las durante seu filme favorito na TV. Outra coisa é que as marcas, em geral, prestam menos atenção ao contexto em que as pessoas estão vivendo. Por trás de toda mãe existe uma mulher, e essa mulher não pensa no seu produto ou categoria o tempo todo. Ela tem sonhos, desejos e necessidades como todas as outras pessoas.

7. Quais os maiores impactos das mídias sociais no Planejamento?

As mídias sociais, na minha opinião, são um marco na democratização das marcas. A comunicação de uma só via dos departamento de marketing e das agências chegou ao fim. A marca não é mais o que você comunica. Ela é o que as pessoas querem que ela seja. Mídias social é uma grande oportunidade de se conectar e aprender sobre a sua marca com as pessoas. O mais facinante disso é a possibilidade de engajar-se com consumidores e melhores seus produtos atuais e posicionamento de marca juntos.

8. Qual o case do qual você mais se orgulha em ter participado?

Fico muito feliz de ter trabalhado junto com uma grande equipe para a marca russa de fraldas Libero. Na minha opinião, o case ideal de como agência e cliente deveriam trabalhar juntos. A equipe produziu publicidade de altíssima qualidade nos últimos anos e e fico contente de que o market share da marca está em constante crescimento. Atualmente, estamos trabalhando em vários projetos para utilizar melhor a publicidade digital na Rússia e tivemos a oportunidade de ajudar a Libero a engajar e conectar com os pais nas mídias sociais.

9. Blogar te ajuda, de alguma maneira em ser um profissional melhor? Quais blogs você recomenda?

Eu vejo isso como uma ótima oportunidade de aprender e trocar conhecimento com outros planners de todo o mundo. Estou, regularmente, em contato com diversos planejadores que nunca conheci de verdade mas que me ajudaram a solucionar alguns cases difíceis. É uma grande oportunidade de dar e receber feedback. Os meus favoritos são?

Joanna Bakas
Helge Tenno
Marcus Brown
Welcome to optimism
Dachis Group
Neue Digitale

10. O que você conhece sobre a publicidade brasileira e o que acha dela?

Conheço alguma coisa sobre a publicidade do Brasil, mas não muito. Na DDB Budapeste, temos três brasileiros no nosso departamento de criação e, atualmente, temos dois estagiários brasileiros vindos da Miami Ad School. Eles sempre nos mostram os últimos anúncios que saem no Brasil. Além disso, já trabalhei em um projeto conjunto com os colegas da DM9DDB.

11. Pra finalizar, que dica você dá para aqueles que sonham em trabalhar com Planejamento?
Utilize as mídias sociais para se conectar com pessoas que já trabalham com Planejamento. É uma ótima maneira de se expor a novos pensamentos e compartilhar suas opiniões com os outros. Você nunca sabe onde isso te levará. Se quiser saber mais sobre o uso de mídias sociais, pergunte ao Thomas Wagner, que acabou de terminar um estágio no nosso departamento de Planejamento. E, é claro, nunca deixe de ser curioso.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

O guia dos insights



A DDB Worldwide lançou um ‘yellow paper’ fantástico para inspirar planejadores e demais profissionais de Branding e Comunicação a chegar a ideias simples, porém ainda escondidas, que podem mudar para sempre o rumo de um negócio.

Desenvolvido por Jeff Swystun, CCO da agência, o material traz vários exemplos interessantes de como as soluções mais brilhantes e impactantes são, na maioria das vezes, resultados da identificação dos mais simples e mais claros insights.

É leitura absolutamente obrigatória.

Para baixar o PDF, é só clicar aqui.

via PSFK

Alguns cases para download



O site da Isabelle Perelmuter, Diretora de Planejamento da Fischer, que está concorrendo a Profissional de Planejamento do ano no Caboré, traz alguns cases excelentes da agência, dos quais ela participou. Pra baixá-los em PDF, é só clicar aqui.

6 dicas essenciais para se tornar um estrategista



O Mark Pollard, Diretor de Estratégia da McCann Sydney, tem um texto bem interessante sobre Estratégia, no qual dá algumas dicas bem interessantes para quem deseja se tornar um profissional de planejamento.

Segundo ele, no contexto da comunicação, estratégia significa resolver problemas com pensamento lateral. É entender a causa de um problema de marca ou de um negócio e não resolver apenas o sintoma, mas buscar, de forma profunda, insights sobre as pessoas, que sejam relevantes para o que a empresa tem a oferecer, ligando-os de uma maneira única.

Há inúmeros tipos de planejadores e estrategistas no mundo da comunicação, conta: planejadores de mídia, de marca, de mídias sociais, digitais, de experiências criativas, e por aí vai. O que todos esses profissionais tem em comum, ele comenta, é que dirigem a busca por um entendimento mais profundo das pessoas - porque elas se comportam de determinada maneira, como se comportam, porque pensam de determinada forma-, e, então, trabalham para descobrir como influenciar esse comportamento e essa percepção.

Ele completa, dizendo que seria extremamente simplista da sua parte fingir que há uma fórmula única para se pensar de forma estratégica, mas afirma que isso não o impede de compartilhar estas colocações. Vamos lá:

1. Curiosidade
Ele diz que é a primeira coisa que busca em um profissional, e pergunta: ‘O que você lê?’, ‘Você viaja bastante?’, ‘Pra onde?’, ‘Por quê?’, ‘Que filmes gosta de ver?’, ‘Você vai a museus?’, ‘Você é um observador natural do que as pessoas fazem?’, ‘Você presta atenção em padrões enquanto os outros estão perdidos no momento?’. Segundo Pollard, curiosidade é algo que não se ensina, mas é crucial para o desenvolvimento de estratégias.

2. Ação
Ele também se diz interessado em saber quais ações sua curiosidade já te levou a ter. Você cria alguma coisa, ele pergunta: ‘um blog, arte, computadores, carros?’. Pra ele, não há melhor maneira de aprender do que fazendo e ajustando. Não adianta ser curioso mas só ficar assistindo, comenta, pois assim seu papo vai ser apenas sobre teoria. O que importa pra ele é saber o que você tentou e errou. Não há insight mais rico do que esses erros, ele conta.

3. Insight
Pollard afirma que sua definição favorita de insight é a de que se trata de ‘uma verdade humana que ainda não foi dita’, e desafia: ‘você poderia me contar um?’

4. Opinião
Segundo ele, estratégia é uma opinião, mesmo sendo formada por um entendimento de várias coisas. Há poucas verdades absolutas no mundo, conta. Portanto, o que ele mais gosta é de ouvir as opiniões das outras pessoas sobre as coisas. Ele deixa claro que não importa se concorda ou não com esse ponto de vista, mas sim se há um pensamento por trás do que está sendo dito e se a pessoa consegue expressá-lo de maneira convincente.

5. Paixão
Ele diz ser essencial que este profissional seja ele mesmo – e não o que outra pessoa quer que ele seja. Assim, conta, é só se encaixar no seu lugar.

6. Ideias
Segundo Pollard, você deve ser capaz de falar sobre ideias – de comunicação ou outros assuntos. Conseguir explicar uma ideia em uma ou duas frases é essencial, conta. Isso mostra que você é tanto curioso como também capaz de entender e destinar algo complicado em uma coisa simples, afirma.

Ele finaliza dizendo que há diversos pontos mais sutis que determinarão se você fará ou não parte do show – como cultura, personalidade e timing -, mas se você realmente deseja desenvolver estratégias, diz ele, tente focar nos seis pontos acima e veja o que acontecerá.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Você quer sua marca presente nas mídias sociais?

Outro dia, conversando com o Vinícius, diretor de criação da Tom, ele fez um comentário sobre o livro ‘É melhor contar tudo’, do espanhol Antônio Nuñez, diretor de Planejamento Estratégico da Story and Strategy. Ainda não li, mas pelo que ele me disse, o autor defende a tese de que no contexto atual da comunicação, o emissor da mensagem é (ou deveria ser) um criador de estórias, enquanto o receptor seria o usuário dessas estórias. Esse usuário se apropria do conteúdo e pode utilizá-lo livremente – alterando-o, disseminando-o, etc. Na prática, é aquela estória que, de tão interessante, vira assunto de amigos, vai parar na mesa de bar e, hoje em dia, vira assunto nas redes sociais. É aquela fofoca que todo mundo quer saber, é aquele bar novo que todo mundo quer conhecer, é aquela piada que todo mundo quer contar, é aquele filme que todo mundo quer ver.

Isso me deu mais um motivo para acreditar em uma hipótese que tenho em mente sobre a atuação das marcas nas mídias sociais. Existe melhor maneira para a sua marca impactar as conversas online do que executando ações, lançando campanhas, criando produtos ou assumindo uma postura que signifique algo para as pessoas?

Ações específicas nas redes sociais têm dado um resultado interessante para algumas marcas, mas não dá pra negar que abrangem apenas um nicho - principalmente aqui no Brasil, onde a penetração dessas novas mídias online ainda é incipiente. Acredito também que é crucial para uma marca estar presente, de forma direta, nas redes sociais para acompanhar, monitorar e participar das discussões sobre a marca, além de iniciar uma relação mais próxima com esses pequenos grupos (já falei muito sobre isso aqui no blog).

No entanto, para que a mensagem seja disseminada por meio delas de forma espontânea, com potencial para se propagar de forma exponencial (ou viral, como alguns gostam de dizer), não vejo melhor forma do que desenvolver ideias – ou estórias - que sejam apropriadas pelas pessoas, e utilizadas, posteriormente, em qualquer tipo de conversa.

As conexões sociais sempre existiram. A única mudança foi o surgimento de uma nova plataforma de comunicação, mais rápida, mais ampla e com um alcance bem maior. Uma mensagem que antes demorava para ser disseminada para um número pequeno de pessoas, agora chega a um número estrondoso de contatos em questão de segundos. A dinâmica, no entanto, continua a mesma: as pessoas só vão falar sobre aquilo que acharem interessante, e publicidade convencional só interessa a quem trabalha na área.

Alguns exemplos rápidos que me vieram à mente são as ações da T-Mobile, sob o conceito Life’s for Sharing (essa última, no programa da Oprah atingiu uma proporção fantástica); o Live 8, que conscientizou jovens do mundo todo sobre os problemas na África; a recente campanha do Biro Biro x Maradona, da JWT para a Coca Cola, além do Skol Beats, que tem uma identificação incrível como o público jovem. Foram iniciativas que viraram papo entre amigos (inclusive não publicitários) e também nas redes sociais – blogs, Twitter, Facebook Orkut, etc. Eu mesmo virei usuário de todas, pois estou falando sobre elas aqui.

Para criar coisas que interessem às pessoas é preciso ousar, é preciso assumir riscos, é preciso inovar. Se sua estória é tão boa a ponto de virar assunto na mesa de um bar, ela certamente vai se destacar nas redes sociais. Além disso, se sua ideia foi parar nas redes sociais, pode ser um sinal de que sua iniciativa, seja qual for, virou assunto entre aqueles que freqüentam pouco o ambiente online. Portanto, pare de falar sobre você e sobre a sua marca, pare de pensar no comum, e pense no que será interessante para as pessoas.

Sugiro uma nova pergunta para avaliar o poder da sua comunicação: ‘As pessoas vão querer falar sobre isso?’ Se a resposta for não, ou você refaz, ou sua marca, certamente, não vai sair do lugar.

Um Manifesto para o Marketing de sucesso

O Amir Kassaei, Chief Creative Officer da DDB da Alemanha, publicou no seu Posterous, os 10 pontos que, na opinião dele, levam a um Marketing de sucesso.

Segundo ele, estamos no meio das maiores mudanças da história, e há muita análise sobre quais são os problemas. O Manisfesto apresentado traz algumas soluções, conta.

Neste primeiro post, ele listou apenas os tópicos para, em breve, fazer uma análise mais profunda de cada um. Você vai conferir tudo, aqui no CHMKT. Vamos lá...

01. A relevância vale muito mais do que o awareness.
02. Trate as pessoas como amigos, e não como consumidores ou público-alvo.
03. O conteúdo é mais importante do que a mídia.
04. Inovações reais necessitam de Consultores Criativos de Negócio.
05. Alimente as necessidades existentes, ao invés de criar novas.
06. A essência do Marketing é a inovação de produto, e não empurrar vendas.
07. A melhor publicidade não tem cara de publicidade.
08. A competição mais difícil vem do mundo sobrecarregado.
09. O digital é a nova infra-estrutura.
10. As marcas são construídas pelas pessoas, e não pelos especialistas.

Alguns pontos me pareceram muito interessantes. Quando ele detalhar cada um, faço meus comentários. E você, tem algo a dizer? Fique à vontade!

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